Vol 5. Núm 13. 2017
A RELAÇÃO ENTRE RESILIÊNCIA E O ESTILO PARENTAL AUTORITATIVO
Maiala Bittencourt Regina Maria Fernandes Lopes Bruna Fernandes da Rocha Irani I. de Lima Argimon Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Brasil
Resumen
Introducción: Este estudio busca identificar la relación de la resistencia entre los jóvenes y el estilo de crianza autoritativo. Objetivos son analizar los conceptos relacionados con la capacidad de resistencia y su importancia para el desarrollo de la persona, los factores de protección en el desarrollo de la juventud, el papel de apoyo a la familia en el desarrollo de la capacidad de recuperación y los aspectos relevantes del estilo de crianza autoritario para la resiliencia. Método: la revisión de la literatura no sistemática con un enfoque en los conceptos. La pesquisa se realizó restringir los artículos en Inglés y portugués en las siguientes bases de datos: SciELO, PsycINFO, LILACS, BVS-PSI PUB MED y EMBASE. Resultado: Los resultados de esta revisión indican la importancia del desarrollo del potencial elástica en la vida del joven, y apoyo de los padres és esencial para la capacidad de recuperación. La interacción de los padres con sus hijos se analizó a través de estilos de crianza. Conclusiones: El estilo de parental autoritaria fue el más asociado con la promoción de la resiliencia. Estos aspectos se dirigen a nuevas investigaciones y las intervenciones psicoterapéuticas.
Abstract
Introduction: This study seeks to identify the relationship of resilience among youth and parenting style autoritativo.Objetivos analyze the concepts related to resilience and its importance for the development of the individual, the protective factors in youth development, the role of family support in the development of resilience and relevant aspects of the authoritative parenting style for resilience. Method: the unsystematic literature review with a focus on concepts. The survey was conducted restricting the articles in English and Portuguese in the following databases: SciELO, PsycINFO, LILACS, BVS-PSI PUB MED, and EMBASE. Result: The results of this review indicate the importance of the development of resilient potential in the young man s life, and parental support essential to resilience. The interaction of parents with their children was analyzed through parenting styles. Conclusions: The authoritative parenting style was the most associated with promoting resilience. These aspects are directed to new research and psychotherapeutic interventions.
Palabras claves
Familia, Resiliencia, Estilo autoritario de los padres, Family,Resilience, Parental Authoritative style

Introdução

A origem do termo resiliência vem do latim resilio, resilire. Resilio, de acordo com dois dicionários latim-português (Faria, 1967; Saraiva, 2000), é derivada de re, partícula que indica retrocesso e salio, saltar, pular. O conceito de resiliência está relacionado com a capacidade do ser humano de conseguir enfrentar situações adversas e sair fortalecido das mesmas. Refere-se a um processo complexo e dinâmico que se constitui de uma forma gradativa, associado com as experiências vividas e o meio no qual o indivíduo está inserido. Esses fatores auxiliam na promoção de um melhor enfrentamento das vicissitudes da vida (Fiorentino, 2008; Silva, Lunardi, Lunardi-Filho & Tavares, 2005; Yunes, 2003). A resiliência é um fenômeno comum que passa a ser desenvolvido quando o sujeito apropria-se de sua realidade e a modifica, transformando, consequentemente, a si mesmo, num movimento dialético (Carvalho, Morais, Koller, & Piccinini, 2007; Paludo & Koller, 2005). Desta forma, um desenvolvimento sadio implica o indivíduo ter um ajuste positivo no meio no qual está inserido, sendo pressuposto fundamental as relações que são constituídas em diversos ambientes, como na família, na escola e na comunidade. (Belancieri, Beluci, Silva, & Gasparelo, 2010; Fiorentino 2008;Polleto & Koller, 2008).
Dentro deste contexto, a infância, a família é considerada o principal apoio do indivíduo. O acolhimento e a educação transmitidos pelos pais ou cuidadores são denominados estilo parental. O estilo parental é definido pelo conjunto de atitudes relacionadas à disciplina, à hierarquia e ao apoio emocional na relação entre pais e filhos. Refere-se a um padrão de comportamento dos pais, expresso num clima emocional criado pelo conjunto de suas atitudes, como as práticas disciplinares e outros aspectos de sua interação com os filhos. (Darling & Steinberg, 1993). Os estilos parentais podem ser divididos em quatro categorias: autoritativo, indulgente, autoritário e negligente.
O foco do estudo, é o estilo parental autoritativo, do qual caracteriza-se como um direcionamento das atividades da criança forma racional e orientada. O adulto consegue exercer seu papel de responsável de forma firme e colocando limites, ao mesmo tempo que possibilita espaço para o diálogo com a criança, sem deixar de manifesta afeto e apoio. (Benchaya, Bisch, Moreira, Ferigolo, & Barros, 2011; Weber, Viezzer, & Brandenburg, 2004). Assim, este artigo tem por objetivo analisar os conceitos referentes à resiliência e a sua importância para o desenvolvimento do indivíduo. Observar aos fatores de proteção no desenvolvimento dos jovens, o papel do suporte familiar no desenvolvimento da resiliência e os aspectos relevantes do estilo parental autoritativo para a resiliência.

Método
Revisão da assistemática literatura com foco nos conceitos. A pesquisa foi realizada restringindo-se a artigos em inglês e português nas seguintes bases de dados: SciELO, PsycINFO, LILACS, BVS-PSI PUB MED, e EMBASE. Além de buscas nas referencias dos artigos encontrados, assim como livros publicados dentro do tema exposto. 

Discussão e resultados
            Resiliência: definição e conceitos.
O termo resiliência aplicado á psicologia representa um conjunto de habilidades, atitudes e capacidades do indivíduo de enfrentar, superar e sair fortalecido das experiências adversas, diante delas o indivíduo se adapta de forma flexível e com êxito e cresce de forma positiva (Gonzalez, Bockting, Beckman, & Durán, 2012; Stratta et al., 2013; Yunes, 2003).  Assim, os indivíduos resilientes não apenas resistem às adversidades, eles a enfrentam e superam, adquirindo um ganho que é utilizado no seu processo de desenvolvimento pessoal e crescimento social (Belancieri et al., 2010; Bell, Romano, & Flynn, 2013). Esse processo é dinâmico e recíproco, decorrente dos fatores de mediação que correspondem aos mecanismos individuais do sujeito e seu ambiente familiar, social e cultural, permitindo um desenvolvimento adaptativo, positivo e sadio (Ahern, 2006; Belancieri et al.,2010; Lee et al.,2013; Melillo & Ojeda, 2005).
O conceito de resiliência foi definido inicialmente como invulnerabilidade, conjunto de traços de personalidade ou como a capacidade de passar imune por eventos adversos.  (Rutter, 1987). Estudos atuais apontam para o fato de que resiliência não é sinônimo de invulnerabilidade, indivíduos resilientes não são imunes às adversidades, eles respondem a ela de forma mais consistente, reagindo com flexibilidade e possuem capacidade de recuperação diante das circunstâncias desfavoráveis. (Rutter, 2012; Stratta etal.,2013). Dentro deste contexto, a resiliência é um processo dinâmico que não é ativado para toda e qualquer situação, nem a todo momento, pois não é estanque nem linear, de tal forma que o indivíduo pode apresentar-se como resiliente diante de determinada situação e não ser frente a outra, indivíduos resilientes não possuem uma característica estática, como por vezes aparecia na ideia original associada à invulnerabilidade (Walsh, Dawson, & Mattingly, 2010).  Para identificar a resiliência é necessário que o indivíduo tenha sofrido uma ameaça significativa e, diante desta adversidade, o indivíduo possua a capacidade de desenvolver-se de forma sadia, sendo a resiliência a interação dinâmica entre fatores ambientais e características sociais (Robertson & Cooper, 2013)
Um dos principais conceitos pesquisados em relação ao processo de resiliência no indivíduo refere-se a forma como que ele enfrenta as suas adversidades (Liu, Wang, & Lu, 2013). O enfrentamento das adversidades pode ser compreendido através dos fatores de risco e proteção (Stratta et al., 2013; Ungar, 2015). Fatores de risco são condições ou variáveis relacionados com a alta probabilidade para a ocorrência de resultados negativos ou indesejáveis ao desenvolvimento saudável do indivíduo, aumentando a probabilidade dele apresentar problemas físicos, psicológicos e sociais (Carvalho et al., 2007).
Os eventos que podem ser considerados como riscos envolvem fatos que antecedem algumas circunstâncias de vida, são obstáculos individuais ou ambientais que aumentariam a vulnerabilidade da criança e do adolescente durante o seu desenvolvimento (Costa & Brigas, 2007; Noronha, Cardoso, Moraes, & Centa, 2009; Regalla, Guilherme, & Pinheiro, 2007). Os fatores de risco para as crianças são: pobreza, morte de pais ou avós cuidadores, divórcio, separação forçada, doença de pais ou irmãos, mudanças, acidentes, vários tipos de abusos, abandono, novos casamentos dos pais, perda da moradia, perda de emprego ou detenção de seus cuidadores, assaltos, desastres e catástrofes naturais (Rutter, 2012). Apenas a presença desses fatores de risco não prediz a patologia, mas a predispõe.  Diante da presença dos fatores de risco, indivíduos resilientes não possuem qualidades misteriosas ou únicas, eles mantêm importantes recursos garantidos que representam sistemas de proteção para o desenvolvimento humano. Esses sistemas são denonimados fatores de proteção, sua presença na vida do indivíduo é preditiva para o desenvolvimento da resiliência (Belancieri et al., 2010; Rutter, 2012).
Já os fatores de proteção referem-se às influências que modificam, melhoram ou alteram respostas pessoais a determinados riscos de desadaptação. Eles atenuam ou neutralizam o impacto do risco, atuando como um escudo que favorece o desenvolvimento humano (Gonzales et al.,2012).Os fatores de proteção são essenciais, eles possibilitam que mesmo diante das adversidades sofridas por uma pessoa, ela possa desenvolver e alcançar níveis aceitáveis de saúde, bem-estar, proteção, ganho de controle sobre sua vida e saúde psicológica, mesmo quando o indivíduo aparece sem esperança de superação por intensa ou prolongada exposição aos fatores de risco (Belancieri et al., 2010).Uma das principais funções dos fatores de proteção é interagir com os eventos de vida e acionar processos que possibilitem incrementar a adaptação e a saúde emocional, beneficiando e encorajando o indivíduo a se engajar em uma situação de superação. As principais funções atribuídas aos fatores de proteção são: reduzir o impacto do risco; reduzir as reações negativas em cadeia que seguem a exposição do indivíduo à situação de risco; estabelecer e manter a autoestima e autoeficácia e criar oportunidades de reverter os efeitos do estresse (Carvalho et al. 2007; Ong, Bergeman, Bisconti & Wallace, 2006;Poletto & Koller, 2008; Ungar, 2015).
Há três tipos de fatores de proteção para a criança e o adolescente: fatores individuais, fatores sociais e fatores familiares (Lee et al., 2013). Os fatores individuais constituem-se por meio da autoestima positiva; autocontrole; autonomia; orientação social positiva; inteligência; capacidade para resolver problemas; competência social, temperamento fácil e maleável. Os fatores sociais referem-se a elementos do meio ambiente em que o indivíduo se insere, como: comunicação aberta; limites definidos e realistas; tolerância aos conflitos; respeito; reconhecimento e aceitação e receptividade a novas ideias promovidas por pessoas significativas que pode ser observada por meio de relacionamentos saudáveis com colegas, professores e outras redes de apoio disponíveis (Bottrell & Armstrong, 2012; Ungar, 2015).
Os fatores familiares são: famílias coesas; estabilidade; respeito; apoio afetivo e vínculo positivo; pais amorosos e competentes, interessados, com participação na vida escolar dos filhos e expectativas positivas em relação ao futuro dos filhos, elogiando seus esforços (Garmezy & Masten, 1994). Quando os jovens se sentem ligados a suas famílias e possuem pais envolvidos em sua vida, isto propicia ao jovem um significativo ajustamento social e psicólogico, a interação parental e as práticas educativas utilizadas pelos pais são fundamentais para o desenvolvimento de seus filhos (Bradley & Corwyn, 2001).
É importante salientar, que a literatura é muito escassa em relação à importância da família para o desenvolvimento da resiliência do indivíduo, a família é estudada apenas com o enfoque sistêmico, a maioria dos estudos sobre resiliência discute a importância da família sob a sua atuação como um fator de risco ou de proteção, existem poucas pesquisas que especificamente enfatizam a importância dos pais para o desenvolvimento do potencial resiliente (Ritter, 2005).

Estilos Parentais
Uma das formas utilizadas para investigar o relacionamento entre pais e filhos ocorre através dos estilos parentais (Weber, Prado, Viezzer, &Brandenburg, 2004).Os estilos parentais são meios de interação entre pais e filhos, através de expressões caracterizadas por atitudes e manifestações não verbais (Reppold, 2003), que definem um clima emocional. Tais manifestações estão relacionadas às questões de poder, hierarquia, apoio emocional e estímulo à autonomia refletindo os valores que os pais consideram importantes e que tentam transmitir aos filhos através de suas práticas educativas (Oliveira, Marin, Pires, Frizzo, Ravanello, & Rossato, 2002; Reppold, 2003; Teixeira & Lopes 2005). Os estilos parentais por vezes são interpretados erroneamente como sendo práticas parentais, associações entre os aspectos isolados das condutas dos pais e características dos filhos. Segundo Alvarenga (2001), as práticas parentais correspondem a comportamentos com conteúdos específicos e com objetivos de socialização sendo apenas estratégias com o objetivo de suprimir comportamentos considerados inadequados ou de incentivar a ocorrência de comportamentos adequados.
Baumrind (1971) desenvolveu o modelo teórico dos estilos parentais baseados em pesquisas sobre os comportamentos dos pais e os comportamentos das crianças, definindo o comportamento dos pais através de três protótipos de controle: autoritário, permissivo e autoritativo (Baumrind, 1967, 1971; Baumrind & Black, 1967). Estudos posteriores de Macoby e Martin (1983) classificaram os estilos parentais por meio de dimensões de exigência e responsividade em relação aos filhos. A exigência refere-se aos comportamentos parentais que estão relacionados a supervisão, monitoramento do comportamento dos filhos e disciplina (Teixeira & Lopes, 2005). A responsividade refere-se aos comportamentos de apoio, atitudes compreensivas e aquiescência que favorecem a individualidade e a autoafirmação dos filhos (Newman, Harrison, Dashiff & Davies 2008). Macoby e Martin (1983) também subdividiram o estilo parental permissivo em indulgente e negligente, fazendo com que os estilos parentais passassem a ser classificados da seguinte forma: autoritário, autoritativo, indulgente e negligente.
As características dos filhos variam conforme o estilo parental percebido. Os pais que são percebidos como sendo do estilo parental autoritário apresentam níveis elevados de controle e baixos em responsividade (Teixeira, Bardagi, & Gomes, 2004). Esses pais com frequência utilizam punições e reforçamento negativo, altos níveis de restrição, punição, fiscalização e disciplina severa, eles enfatizam a obediência através do respeito à autoridade e à ordem, e utilizam da implantação de estratégias inadequadas com seus filhos. Nesse estilo os pais esperam que seus pedidos sejam realizados sem fornecer explicações para os seus filhos e o motivo de suas exigências. São insensíveis diante das necessidades dos filhos e possuem baixos níveis de calor e afeto fornecendo suporte emocional mínimo (Diener & Dweck, 1978; Pacheco, Teixeira, & Gomes, 1999). Pais autoritários são caracterizados por um elevado nível de controle psicológico, baixo nível de confiança e engajamento em direção aos seus filhos, fazendo com o jovem possua um sentimento de estar sendo controlado, desvalorizado e criticado. Os filhos de pais autoritários normalmente não possuem autonomia e seu ponto de vista não são considerado, os pais desencorajam a comunicação aberta em seus filhos, possuem falta de confiança em relação a seus filhos. Filhos criados sob este padrão costumam apresentar poucos problemas de comportamento e alto desempenho acadêmico, porém têm habilidades sociais mais pobres, costumam ser menos hábeis com os pares, baixa autoestima, maior ansiedade, insegurança nas interações e níveis mais elevados de depressão (Aunola, Sttatin, & Nurmi, 2000; Enten & Golan 2008; Reppold & Hutz, 2003).
Os pais que são percebidos como sendo do estilo parental indulgente apresentam níveis elevados de responsividade e baixos de controle (Teixeira et al., 2004). Em contraste com o estilo parental autoritário, tendem a usar estratégias disciplinares inconsistentes cedendo em grande parte às exigências feitas por seus filhos, se comportam de maneira não-punitiva e receptiva diante dos desejos e ações da criança, representando para a criança um recurso para a realização de seus desejos e não como um modelo de autoridade consentindo que seus filhos tomem decisões que geralmente são reservadas para os cuidadores. As famílias indulgentes são caracterizadas por seremsensíveis, mas não exigentes, geralmente têm uma aceitação calorosa e são centradas na criança, além de serem comunicativos e receptivos com elas, satisfazendo grande parte das demandas que a criança apresente. (Cecconello, Antoni, & Koller, 2003; Dwairy, 2004; Enten & Golan, 2008;Haycraft & Blissett, 2010; McKinney, Milone, & Renk, 2011; Peckham & Lopez, 2007; Weber, Brandenburg, & Viezzer, 2003). Os filhos de pais indulgentes apresentam boas habilidades sociais, boa autoestima e baixo índice de depressão, no entanto, tendem a possuir um pior desempenho nos estudos, a envolver-se com problemas de comportamento, como agressividade, e são menos independentes, sendo muitas vezes vistos como egoístas, irresponsáveis e imaturos (Dwairy, 2004; Enten & Golan, 2008; Hutz & Bardagir, 2006; Laskoski, 2012; Newman et al., 2008;Miller, Dilorio, & Dudley, 2002; Weber et al., 2003).
Os pais que são percebidos como sendo do estilo negligente apresentam níveis baixos tanto de controle como de responsividade (Teixeira et al., 2004). Esse está relacionado com os resultados mais negativos entre os estilos parentais. São pais centrados em seus próprios interesses que não se envolvem com seus papéis de pais, possuindo menor nível de envolvimento parental, monitoramento, controle de paternidade e sensibilidade. Famílias permissivas não dialogam e nem controlam o comportamento de seus filhos, são emocionalmente frias não demonstrando afeto, elas não controlam o comportamento de seus filhos e estabelecem poucas regras com a criança (Aunola et al., 2000; Rothrauff, Cooney, & Na, 2009; Weber et al., 2003). Filhos de pais negligentes podem ter um desenvolvimento atrasado, possuem dificuldades escolares, baixa autoestima, problemas afetivos e comportamentais, maiores índices de problemas de internalização e comportamento. Além disso, têm altas taxas de depressão, são crianças com dificuldade em desenvolver autoconhecimento e de diferenciar seus próprios objetivos profissionais dos objetivos dos pais(Hutz & Bardagir, 2006; Laskoski, 2012;Weber et al., 2003)
O estilo parental autoritativo é relacionado ao maior ajustamento psicológico dos filhos (McKinney et al., 2011; Peckham & Lopez, 2007). De acordo com Baumrind (1997), o estilo parental autoritativo "rejeita os dois extremos das polaridades autoritárias-permissivas”, representando uma integração de ambas polaridades. O estilo parental autoritativo é caracterizado por um envolvimento elevado dos pais na vida de seus filhos, interesse e participação ativa (Aunola et al., 2000).

Estilos Parentais e Resiliência
O desenvolvimento de relações de apego embasadas em um relacionamento seguro com o cuidador é aspecto necessário para o desenvolvimento da resiliência. A presença de uma proteção (família, escola e amigos) favorece a construção de estratégias protetivas e socialmente ampliadas e, consequentemente, aumenta o número de vivências resilientes. (Amparo et al., 2008; Fiorentino, 2008; Hall & West, 2012;Lacharité, 2004).  Uma relação de apego significativamente positiva foi relacionado a sentimentos de autoestima tanto para filhos de pais autoritativos quanto para jovens resilientes, posto que estes possuem níveis elevados de autoestima e menores níveis de depressão, além da  maior confiança nas suas próprias decisões, eles seguem seus próprios julgamentos e têm menos dificuldades em formar amizades (Aunola et al., 2000; Cecconello et al., 2003; Hutz & Bardagir, 2006; Ritter, 2005). Indivíduos resilientes são ativos, carinhosos, sensíveis e capazes de provocar uma grande atenção, resultando em um vínculo mais forte de ligação com os cuidadores, diferente de indivíduos vulneráveis ao risco. Esse vínculo pode ser observado no estilo parental autoritativo também a relação entre pais e filhos possui um  clima bidirecional, onde os pais fazem cobranças aos seus filhos, mas dão oportunidades para um apoio emocional necessário, sendo esse estilo positivamente ligado ao vínculo, englobando uma direção clara e calor emocional (Peckham & Lopez, 2007; Teixeira & Lopes, 2005).
Filhos de pais autoritativos são criados em um ambiente de aceitação no qual eles obtêm experiências positivas, o que aumenta sua a capacidade em aplicar estratégias adaptativas e os auxilia de forma eficaz a enfrentar os desafios decorrentes de seu desenvolvimento (Ahern, 2006). Tal como indivíduos resilientes que possuem a aptidão de lidar de forma mais satisfatória no ambiente social, habilidades de enfrentamento durante situações difíceis e capacidade para responder, suportar e dominar as experiências estressoras que ocorrem durante o desenvolvimento (Aunola et al., 2000; Libório & Ungar, 2010).
Com base nestas evidencias, pais de crianças resilientes relatam mais envolvimento afetivo com seus filhos, uma maior coerência entre a utilização de práticas disciplinares mais autoritárias e expectativas mais positivas para o futuro de seus filhos (Ritter, 2005). Este comportamento também pode ser observado no estilo parental autoritativo, visto que pais autoritativos que estão em sintonia com as necessidades de seus filhos, ajudando-os a dominar os primeiros obstáculos do seu desenvolvimento e construir capacidades necessárias para desafios significativos no seu desenvolvimento (Hickman et al., 2000).
Os achados mostraram que uma educação equilibrada é constituída por pais autoritativos, esses pais irão formar crianças que sabem lidar de forma otimista com seus problemas e obtém uma melhora de dimensão social. O que consequentemente gera indivíduos resilientes que são flexiveis em resposta às novas exigências situacionais, bem como a capacidade de se recuperar de experiências emocionais negativas e emoções positivas, mesmo em meio a eventos estressantes (Tugade & Fredrickson, 2004). Indivíduos resilientes ainda têm dificuldades, dor, angústia e tristeza, mas eles são capazes de gerir os seus desafios através de pensamentos positivos, comportamentos e ações (Hall & West, 2012). Barreira e Nakamura (2006) enfatizam a necessidade de a criança predispor de uma percepção em relação ao suporte social que a protege contra a desestabilização, sendo o apoio de suma importância para o enfrentamento das adversidades. A resiliência é entendida como a possibilidade de superação por meio da ressignificação do problema, lidando om as adversidades sem submeter-se a elas. (Liu, Wang, & Lu,2013).
A relação entre pais e filhos também é mediada pela personalidade. Extroversão, um dos cinco fatores da personalidade, tem correlação positiva com resiliência. Essa variável também se correlaciona positivamente com emoções positivas e apoio social, que são construtos relacionados à resiliencia e possuem uma relação positiva com a extroversão, o que gera ao jovema a tendência a experimentar emoções mais positivas e formar facilmente ligações com outras pessoas (Bonanno, 2004; Campbell-Sills, Cohan, & Stein, 2006). Nunes (2015) aponta aspectos semelhantes relacionados ao estilo parental autoritativo, pois conforme ele esse estilo contribui para o desenvolvimento saudável da criança, com aumento da autoestima e da capacidade adaptativa a situações novas, utilizando habilidades sociais. Por isso, crianças que possuem um potencial resiliente são dotadas de um forte senso de identidade e autoestima, mostram indepedência e autocontrole (Sapienza & Pedromônico, 2005). Tais aspectos estão intimamente ligados ao estilo parental autoritativo, pois os pais desenvolvem a indepedência e autocontrole em seus filhos educando-os de maneira racional e orientada, incentivando o diálogo, compartilhando com a criança o raciocínio por detrás da forma como eles agem e solicitando suas contestações quando seus filhos se recusam a concordar (Weber et al., 2004).
Os pais caracterizados pelo estilo parental autoritativo não exigem um comportamento maduro de seus filhos, mas permitem que eles se comportem de forma autônoma e independente (Baumrind, 1997). Segundo Cecconello et al. (2003), ao utilizar uma medida restritiva no comportamento de uma criança, um pai ou uma mãe podem demonstrar afeto e cuidado e estimular o exercício da autonomia responsável. A família é um importante fator que promove a resiliência, ao possuir aceitação incondicional pelo jovem e desenvolver nele habilidades, competências e autonomia (Fiorentino, 2008). O estilo parental autoritativo é considerado o mais benéfico entre os demais estilos. Os filhos que percebem seus pais como autoritativos desenvolvem altos índices de competência psicológica, assertividade, maturidade e responsabilidade social (Weber et al., 2003). As características de crianças criadas por pais autoritativos podem ser claramente observadas nos estudos sobre resiliência. Werner e Smith (1982) assinalam o fato de que as crianças resilientes exibem um nível mais elevado de competência em todas as áreas do desenvolvimento, em comparação as não resilientes, incluindo sistemas cognitivos, competência social, enfrentamento das adversidades e a capacidade de pedir ajuda quando necessário.
A literatura afirma que há três tipos de fatores de proteção para a criança e o adolescente: fatores individuais, fatores sociais e fatores familiares. Os fatores individuais constituem-se por meio da autoestima positiva; autocontrole; autonomia; orientação social positiva; inteligência; capacidade para resolver problemas; competência social, temperamento fácil e maleável. Os fatores sociais referem-se a elementos do meio ambiente em que o indivíduo se insere, como: comunicação aberta; limites definidos e realistas; tolerância aos conflitos; respeito; reconhecimento e aceitação e receptividade a novas ideias promovidas por pessoas significativas que pode ser observada por meio de relacionamentos saudáveis com colegas, professores e outras redes de apoio disponíveis (Belancieri et al., 2010; Bianchini & Dell’Aglio, 2006; Carvalho et al.,2007; Pesce et al.,2004; Yunes & Szymanski, 2001). Os fatores familiares são: famílias coesas; estabilidade; respeito; apoio afetivo e vínculo positivo; pais amorosos e competentes, interessados, com participação na vida escolar dos filhos e expectativas positivas em relação ao futuro dos filhos, elogiando seus esforços (Garmezy & Masten, 1994). Quando os jovens se sentem ligados a suas famílias e possuem pais envolvidos em sua vida, isto propicia ao jovem um significativo ajustamento social e psicólogico (Bradley & Corwyn, 2001).
A literatura é muito escassa em relação à importância da família para o desenvolvimento da resiliência do indivíduo, a família é estudada apenas com o enfoque sistêmico, a maioria dos estudos sobre resiliência discute a importância da família sob a sua atuação como um fator de risco ou de proteção, existem poucas pesquisas que especificamente enfatizam a importância dos pais para o desenvolvimento do potencial resiliente (Ritter, 2005; Yunes & Szymanski, 2006).
Uma das formas utilizadas para investigar o relacionamento entre pais e filhos ocorre através dos estilos parentais (Weber et al., 2004).Os estilos parentais são meios de interação entre pais e filhos, através de expressões caracterizadas por atitudes e manifestações não verbais (Reppold, 2003), que definem um clima emocional. Tais manifestações estão relacionadas às questões de poder, hierarquia, apoio emocional e estímulo à autonomia refletindo os valores que os pais consideram importantes e que tentam transmitir aos filhos através de suas práticas educativas (Oliveira et al., 2002; Reppold, 2003; Teixeira & Lopes, 2005). Os estilos parentais por vezes são interpretados erroneamente como sendo práticas parentais, associações entre os aspectos isolados das condutas dos pais e características dos filhos. Segundo Alvarenga (2001), as práticas parentais correspondem a comportamentos com conteúdos específicos e com objetivos de socialização sendo apenas estratégias com o objetivo de suprimir comportamentos considerados inadequados ou de incentivar a ocorrência de comportamentos adequados.
Baumrind foi a iniciadora que desenvolveu o modelo teórico dos estilos parentais baseados em pesquisas sobre os comportamentos dos pais e os comportamentos das crianças, definindo o comportamento dos pais através de três protótipos de controle: autoritário, permissivo e autoritativo (Baumrind, 1967, 1971; Baumrind & Black,1967). Pesquisas posteriores de Macoby e Martin (1983) classificaram os estilos parentais por meio de dimensões de exigência e responsividade em relação aos filhos. A exigência refere-se aos comportamentos parentais que estão relacionados a supervisão, monitoramento do comportamento dos filhos e disciplina (Teixeira & Lopes, 2005). A responsividade refere-se aos comportamentos de apoio, atitudes compreensivas e aquiescência que favorecem a individualidade e a autoafirmação dos filhos (Newman, Harrison, Dashiff, & Davies, 2008). Macoby e Martin (1983) também subdividiram o estilo parental permissivo em indulgente e negligente, os três estilos passaram a ser quatro: autoritário, autoritativo, indulgente e negligente.
As características dos filhos variam conforme o estilo parental percebido. Os pais que são percebidos como sendo do estilo parental autoritário apresentam níveis elevados de controle e baixos em responsividade (Teixeira, Bardagi, & Gomes, 2004). Esses pais com frequência utilizam punições e reforçamento negativo, altos níveis de restrição, punição, fiscalização e disciplina severa. Eles enfatizam a obediência através do respeito à autoridade e à ordem, e utilizam da implantação de estratégias inadequadas com seus filhos. Nesse estilo os pais esperam que seus pedidos sejam realizados sem fornecer explicações para os seus filhos e o motivo de suas exigências. São insensíveis diante das necessidades dos filhos e possuem baixos níveis de calor e afeto fornecendo suporte emocional mínimo (Diener & Dweck, 1978; Pacheco, Teixeira, & Gomes, 1999). As famílias autoritárias são caracterizadas por um elevado nível de controle psicológico, baixo nível de confiança e engajamento em direção aos seus filhos, fazendo com o jovem possua um sentimento de estar sendo controlado, desvalorizado e criticado. Os filhos de pais autoritários normalmente não possuem autonomia e seu ponto de vista não é considerado, os pais desencorajam a comunicação aberta em seus filhos, possuem falta de confiança em relação a seus filhos. Filhos criados sob este padrão costumam apresentar poucos problemas de comportamento e alto desempenho acadêmico, porém têm habilidades sociais mais pobres, costumam ser menos hábeis com os pares, baixa autoestima, maior ansiedade, insegurança nas interações e níveis mais elevados de depressão (Aunola, Sttatin, & Nurmi, 2000; Enten & Golan 2008; Reppold & Hutz, 2003).
Os pais que são percebidos como sendo do estilo parental indulgente apresentam níveis elevados de responsividade e baixos de controle (Teixeira et al., 2004). Em contraste com o estilo parental autoritário, tendem a usar estratégias disciplinares inconsistentes cedendo em grande parte às exigências feitas por seus filhos, se comportam de maneira não-punitiva e receptiva diante dos desejos e ações da criança, representando para a criança um recurso para a realização de seus desejos e não como um modelo de autoridade consentindo que seus filhos tomem decisões que geralmente são reservadas para os cuidadores. As famílias indulgentes são caracterizadas por seremsensíveis, mas não exigentes, geralmente têm uma aceitação calorosa e são centradas na criança, além de serem comunicativos e receptivos com elas, satisfazendo grande parte das demandas que a criança apresente. (Cecconello et al., 2003; Dwairy, 2004; Enten & Golan, 2008;Haycraft & Blissett, 2010; McKinney, Milone, & Renk, 2011; Peckham & Lopez, 2007; Weber, Brandenburg, & Viezzer, 2003). Os filhos de pais indulgentes apresentam boas habilidades sociais, boa autoestima e baixo índice de depressão, no entanto, tendem a possuir um pior desempenho nos estudos, a envolver-se com problemas de comportamento, como agressividade, e são menos independentes, sendo muitas vezes vistos como egoístas, irresponsáveis e imaturos (Dwairy, 2004; Enten & Golan, 2008; Hutz & Bardagir, 2006; Laskoski, 2012; Newman et al., 2008;Miller, Dilorio, & Dudley, 2002; Weber et al., 2003).
Os pais que são percebidos como sendo do estilo negligente apresentam níveis baixos tanto de controle como de responsividade (Teixeira et al., 2004). Esse está relacionado com os resultados mais negativos entre os estilos parentais. São pais centrados em seus próprios interesses que não se envolvem com seus papéis de pais, possuindo menor nível de envolvimento parental, monitoramento, controle de paternidade e sensibilidade. Famílias permissivas não dialogam e nem controlam o comportamento de seus filhos, são emocionalmente frias não demonstrando afeto, elas não controlam o comportamento de seus filhos e estabelecem poucas regras com a criança (Aunola et al., 2000; Rothrauff , Cooney, & Na, 2009; Weber et al., 2003). Filhos de pais negligentes podem ter um desenvolvimento atrasado, possuem dificuldades escolares, baixa autoestima, problemas afetivos e comportamentais, maiores índices de problemas de internalização e comportamento. Além disso, têm altas taxas de depressão, são crianças com dificuldade em desenvolver autoconhecimento e de diferenciar seus próprios objetivos profissionais dos objetivos dos pais(Hutz & Bardagir, 2006; Laskoski, 2012;Weber et al., 2003)
O estilo parental autoritativo é relacionado ao maior ajustamento psicológico dos filhos (McKinney et al., 2011; Peckham & Lopez, 2007). De acordo com Baumrind (1997), o estilo parental autoritativo "rejeita os dois extremos das polaridades autoritárias-permissivas”, representando uma integração de ambas polaridades.Também é caracterizado por um envolvimento elevado dos pais na vida de seus filhos, interesse e participação ativa (Aunola et al., 2000). Assim, desenvolver relações de apego embasadas em um relacionamento seguro com o cuidador também é aspecto necessário para o desenvolvimento da resiliência. Outro aspecto importante é a presença de uma proteção (família, escola e amigos) que favorece a construção de estratégias protetivas e socialmente ampliadas e, consequentemente, aumenta o número de vivências resilientes. (Amparo et al., 2008; Fiorentino, 2008; Hall & West, 2012;Lacharité, 2004).
Os pais de crianças resilientes relatam mais envolvimento afetivo com seus filhos, uma maior coerência entre a utilização de práticas disciplinares mais autoritárias e expectativas mais positivas para o futuro de seus filhos (Ritter, 2005). Pais autoritativos estão em sintonia com as necessidades de seus filhos, ajudando-os a dominar os primeiros obstáculos do seu desenvolvimento e construir capacidades necessárias para desafios significativos no seu desenvolvimento (Hickman et al., 2000).Werner e Smith (1982) definiram indivíduos resilientes como ativos, carinhosos, sensíveis e capazes de provocar uma grande atenção, resultando em um vínculo mais forte de ligação com os cuidadores, diferente de indivíduos vulneráveis ao risco. Esse vínculo pode ser observado no estilo parental autoritativo também ao possuir um clima bidirecional, onde os pais fazem cobranças aos seus filhos, mas dão oportunidades para um apoio emocional necessário, sendo esse estilo positivamente ligado ao vínculo, englobando uma direção clara e calor emocional (Peckham & Lopez, 2007; Teixeira & Lopes, 2005).
Engels, Finkenauer, Meeus, e Dekovic (2001) verificaram que o nível de apego dos pais foi significativamente relacionado a sentimentos de autoestima. Filhos de pais autoritativos possuem níveis elevados de autoestima e menores níveis de depressão (Aunola et al., 2000; Cecconello et al., 2003; Hutz & Bardagir, 2006). Jovens resilientes, além da maior autoestima, possuem maior confiança nas suas próprias decisões, seguem seus próprios julgamentos e têm menos dificuldades em formar amizades (Ritter, 2005). Também,  filhos criados por pais autoritativos possuem um ambiente de aceitação no qual eles obtêm experiências positivas, o que aumenta sua a capacidade em aplicar estratégias adaptativas e os auxilia de forma eficaz a enfrentar os desafios decorrentes de seu desenvolvimento (Ahern, 2006). Aunola et al. (2000) e  Libório e Ungar (2010) definem como sendo resilientes indivíduos que possuem a aptidão de lidar de forma mais satisfatória no ambiente social, habilidades de enfrentamento durante situações difíceis e capacidade para responder, suportar e dominar as experiências estressoras que ocorrem durante o desenvolvimento.
Segundo Weber et al. (2003), uma educação equilibrada é constituída por pais autoritativos. Esses pais irão formar crianças que terão a possibilidade de levar uma vida mais saudável, ter mais sucesso em seus empreendimentos, sabendo lidar de forma otimista com seus problemas e obtendo uma melhora de dimensão social. Indivíduos resilientes se recuperam perante as adversidades, pois possuem flexibilidade em resposta às novas exigências situacionais, bem como a capacidade de se recuperar de experiências emocionais negativas e emoções positivas, mesmo em meio a eventos estressantes (Tugade, Fredrickson, & Barrett, 2004).
Indivíduos resilientes ainda têm dificuldades, dor, angústia e tristeza, mas eles são capazes de gerir os seus desafios através de pensamentos positivos, comportamentos e ações (Hall & West, 2012).Barreira e Nakamura (2006) enfatizam a necessidade de a criança predispor de uma percepção em relação ao suporte social que a protege contra a desestabilização, sendo o apoio de suma importância para o enfrentamento das adversidades. A resiliência é entendida como a possibilidade de superação por meio da ressignificação do problema, lidando om as adversidades sem submeter-se a elas. (Junqueira & Deslandes, 2003). Pais autoritativos servem de apoio para seus filhos, pois compreendem as necessidades emocionais deles, oferecendo ajuda durante as dificuldades e conselhos para ajudar seus filhos a acessar os recursos necessários para enfrentá-las. Esse conjunto de comportamentos gera um clima bidirecional no relacionamento entre eles, tornando assim possível que o filho compreenda as intenções dos pais em suas práticas parentais e facilite a internalização dos valores familiares (Teixeira & Lopes, 2005).
A relação entre pais e filhos também é mediada pela personalidade. Extroversão, um dos cinco fatores da personalidade, tem correlação positiva com resiliência. Essa variável também se correlaciona positivamente com emoções positivas e apoio social, que são construtos relacionados à resiliencia e possuem uma relação positiva com a extroversão, o que gera ao jovema a tendência a experimentar emoções mais positivas e formar facilmente ligações com outras pessoas (Bonanno, 2004; Campbell-Sills, Cohan, & Stein, 2006). Nunes (2015) aponta aspectos semelhantes relacionados ao estilo parental autoritativo, pois conforme ele esse estilo contribui para o desenvolvimento saudável da criança, com aumento da autoestima e da capacidade adaptativa a situações novas, utilizando habilidades sociais. Por isso, crianças que possuem um potencial resiliente são dotadas de um forte senso de identidade e autoestima, mostram indepedência e autocontrole (Sapienza & Pedromônico, 2005). Tais aspectos estão intimamente ligados ao estilo parental autoritativo, pois os pais desenvolvem a indepedência e autocontrole em seus filhos educando-os de maneira racional e orientada, incentivando o diálogo, compartilhando com a criança o raciocínio por detrás da forma como eles agem e solicitando suas contestações quando seus filhos se recusam a concordar (Weber et al., 2004).
Os pais caracterizados pelo estilo parental autoritativo não exigem um comportamento maduro de seus filhos, mas permitem que eles se comportem de forma autônoma e independente (Baumrind, 1997). Segundo Cecconello et al. (2003), ao utilizar uma medida restritiva no comportamento de uma criança, um pai ou uma mãe podem demonstrar afeto e cuidado e estimular o exercício da autonomia responsável. A família é um importante fator que promove a resiliência, ao possuir aceitação incondicional pelo jovem e desenvolver nele habilidades, competências e autonomia (Fiorentino, 2008).
O estilo parental autoritativo é considerado o mais benéfico entre os demais estilos. Os filhos que percebem seus pais como autoritativos desenvolvem altos índices de competência psicológica, assertividade, maturidade e responsabilidade social (Weber et al., 2003). As características de crianças criadas por pais autoritativos podem ser claramente observadas nos estudos sobre resiliência. Werner e Smith (1982) assinalam o fato de que as crianças resilientes exibem um nível mais elevado de competência em todas as áreas do desenvolvimento, em comparação as não resilientes, incluindo sistemas cognitivos, competência social, enfrentamento das adversidades e a capacidade de pedir ajuda quando necessário.

Conclusão
A revisão da literatura aponta para a importância do desenvolvimento da resiliência em jovens, destacando a importância deste construto para que o indivíduo tenha um desenvolvimento sadio e próspero. Nesse estudo, foi enfatizado o papel dos pais como um fator de proteção significativo para o desenvolvimento sadio do indivíduo, sendo os vínculos parentais possuidores de uma influência duradoura e de extrema importância para o bem-estar de seus filhos. A importância dos pais é fundamental para o desenvolvimento do potencial resiliente ou da vulnerabilidade dos jovens, bem como a percepção dos filhos que consideram seus pais sob o estilo autoritativo. Esse estilo pode ser considerado o que mais possibilita ao jovem um desenvolvimento pleno de todas as suas capacidades.
A literatura é extremamente escassa em relação à resiliência e à importância dos pais para o desenvolvimento dela. A resiliência necessita ser promovida entre os jovens através de palestras, psicoterapia e terapia de grupo para que possam otimizar suas habilidades sociais e compreender a importância do apoio de seus pais para seu desenvolvimento. Além disso, a terapia em grupo proporciona aos jovens a troca de experiências, socialização com demais jovens e uma melhor compreensão do contexto em que ele está inserido.
É imprescindível também que os pais possam compreender a importância do modelo educativo adotado para o desenvolvimento do potencial resliente na vida de seus filhos, para isso é necessário haver palestras e terapias grupais com o enfoque cognitivo comportamental.
O presente estudo suscitou a necessidade de haver mais estudos nessa área. Além disso, precisa-se desenvolver intervenções terapêuticas com os pais. Por meio delas espera-se que eles se conscientizem de sua importância na educação de seus filhos e de quais são os métodos mais recomendados para que desenvolvam neles um potencial pleno.

 

 

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